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10 de Julho, 2020

João Pozzobon: Fiel à Igreja e aos seus representantes

“… me sinto penetrado pela Igreja; sempre tenho presentes todos aqueles que trabalharam pelo Reino de Cristo” (João Luiz Pozzobon)

Deus nos surpreende! Como o maior Pedagogo de todos os tempos, sempre tem algo a nos ensinar com as suas surpresas. Cabe a nós estarmos “sintonizados” com Ele, para descobrirmos o que deseja de nós, em cada acontecimento.

Uma missão

Neste ano de 2020, comemoramos os 70 anos de existência da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, iniciada pelo servo de Deus João Luiz Pozzobon. A 10 de setembro de 1950, João recebe a imagem da Mãe e Rainha, junto ao Santuário de Santa Maria/RS, para que a leve em visita às famílias para rezar o terço, em preparação à proclamação do dogma da Assunção de Maria ao Céu. Como filho fiel da Igreja, João aceita o convite feito pela Ir. M. Teresinha Gobbo, e sente este convite como um chamado de Deus. Como “aluninho” do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, ao qual João pertencia, aprendeu a viver a fé prática na Divina Providência, isto é, ver em cada acontecimento um aceno de Deus. Abraçou a missão, que durou até o fim de sua vida! Por 35 anos levou a imagem da Mãe Peregrina, de família em família, de escola em escola, por instituições públicas, presídios, etc., não porque não tivesse outra coisa para fazer, mas porque acreditou que Deus, por meio de Maria, precisava dele para chegar a muitos corações.

Não evangeliza sozinho

João Pozzobon nasceu numa família profundamente católica e mariana. Pelo sacramento do batismo se tornou um templo da Santíssima Trindade, uma igreja viva e peregrinante. Foi alimentado com as águas da graça dos demais sacramentos, especialmente da Eucaristia, e assim teve forças para viver o “sentire cum Ecclesia”, sentir com a Igreja, que é chamada por Cristo a ser Mãe e Mestra do povo de Deus. João Pozzobon se sente filho da Igreja, membro do Corpo Místico de Cristo e, nesta fé, se torna um “servidor da Igreja”, um missionário incansável que, à semelhança do Bom Pastor, arrisca sua própria vida em busca das ovelhinhas mais distantes, daquelas que estão esquecidas ou mesmo desgarradas do rebanho de Cristo. Característica da sua atuação apostólica é seu profundo vínculo com o Santuário de Schoenstatt, seu lar espiritual e escola de santidade, e o constante e fiel contato com seus párocos, com seu Bispo e seus orientadores espirituais sacerdotes, a quem prestava contas sobre o seu apostolado. Nunca levou a cabo uma iniciativa pessoal sem apresentar antes, a quem de direito, deveria aprová-la. João Pozzobon, em sua “sabedoria dos humildes”, queria somar na Igreja, não competir e, menos ainda, se salientar.

Voltando à afirmação inicial, “Deus nos surpreende”: no septuagésimo ano de peregrinação ininterrupta da imagem da Mãe Peregrina de Schoenstatt às famílias, surge um covid-19 que, como um “ciclone”, ameaça nossas vidas e nos faz simplesmente parar. Somos obrigados, por um organismo invisível, a segurar a Mãe Peregrina, para deter a disseminação do vírus ameaçador.

Um poder maior

Se um organismo invisível nos “segura”, cremos que um “poder maior” nos move, o poder do amor de Deus e de nossa Mãe e Rainha. Nosso espírito tem asas, ele flutua nas asas do Espírito Santo e nos move, mais ainda, a buscar a Deus e servir os irmãos, de todas as formas possíveis. Nossa oração humilde e confiante alcança o céu e o céu abraça a todos! A partir do Santuário a Mãe e Rainha nos visita e, com suas graças, nos fortalece em todas as provações pelas quais estamos passando. Contamos com um intercessor junto a Deus: João Pozzobon, o filho fiel da Igreja e de seus representantes, implora junto da Mãe e Rainha, como uma criança pequenina: Mãe, ajuda-nos! Precisamos continuar a nossa peregrinação!

Por: Ir. Neiva Maria Pavlak